[MMA] TRATOR E A LUTA COM WINNER: ‘VOU PRA PORRADA’

[MMA] TRATOR E A LUTA COM WINNER: ‘VOU PRA PORRADA’

Trator em ação no UFC 108

Com 14 vitórias e apenas três derrotas na carreira, Rafaello “Trator” Oliveira entrará no octagon do UFC em busca do seu segundo triunfo. Em conversa com a TATAME, o peso leve comentou a luta contra Andre Winner, vice-campeão do reality show The Ultimate Fighter, no UFC Fight Night 21, que rola dia 31 de março.

“Acho o Andre Winner bastante perigoso, um striker, tem um bom gás e é bom em defesa de quedas, mas eu vou cair pra dentro e trazer essa vitória pro Brasil. Vou pra porrada, vamos ver de quem vai ser o dia”, promete o pernambucano, que mora nos Estados Unidos há mais de dois anos.

No bate-papo exclusivo, que você confere amanhã na TATAME, Rafaello falou sobre os treinos que fez com BJ Penn e Frankie Edgar, que se enfrentam pelo cinturão do UFC, e fez suas apostas para a luta, além de falar  sobre seu começo nas lutas e a luta que nunca aconteceu, contra Takanori Gomi, e muito mais.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/03/11/Trator-e-a-luta-com-Winner-Vou-pra-porrada

entrevista tatame:

Rafaello Oliveira sexta-feira, 12 de março de 2010 – 07:00:01 Por Guilherme Cruz

Com 14 vitórias e apenas três derrotas na carreira, Rafaello “Trator” Oliveira entrará no octagon do UFC em busca do seu segundo triunfo. Em conversa com a TATAME, o peso leve comentou a luta contra Andre Winner, vice-campeão do reality show The Ultimate Fighter, falou sobre os treinos nos Estados Unidos, a próxima disputa de cinturão, entre BJ Penn e Frankie Edgar, a luta que nunca aconteceu contra Takanori Gomi e muito mais. Confira abaixo o bate-papo exclusivo.

 

Como estão os treinos para a próxima luta?

Os treinos estão show, fazendo preparação física com o Martin Rooney, Jiu-Jitsu com o Shaolin uma vez por semana, muita trocação, Wrestling e excelentes sparrings na AMA Fight Club.

Você foi chamado em cima da hora para a luta. Como isso atrapalha na preparação?

Atrapalha um pouco, pois não tenho tempo de fazer um planejamento mais forte, pois onde moro, em Knoxville, Tennessee, não tenho muitos sparrings, mas sempre procuro estar no gás, tentando melhorar tecnicamente a cada dos em todos os aspectos.

O que você acha do seu oponente, o Andre Winner?

Acho o Andre Winner bastante perigoso, um striker, tem um bom gás e é bom em defesa de quedas, mas eu vou cair pra dentro e trazer essa vitória pro Brasil.

Ele foi finalista do reality show The Ultimate Fighter, mas acabou perdendo na final. Você já o conhecia antes?

Não o conheço pessoalmente, mas sempre estou assistindo ao show e já sabia quem ele era.

O que você sabe do jogo dele? Quais são os pontos fortes e fracos?

O ponto forte é a trocação. Não sei do Jiu-Jitsu dele, mas vou dar um gás pra ver qual é (risos).

Você já tem uma estratégia pronta para o combate?

Eu sempre procuro levar a luta pra minha área de conforto, que é o Jiu-Jitsu, mas estou sempre procurando melhorar a minha trocação, pois nunca sabemos o desenrolar da luta. Vou pra porrada, vamos ver de quem vai ser o dia.

Você está com uma vitória e uma derrota no UFC. Como você encara essa luta? Ela é de vida ou morte para você?

Estou vindo de vitória, mas quero consolidar o meu nome no UC. Minhas lutas são sempre de vida ou morte. Vou dar o meu melhor, lutar sem pressão e fazer um lutão.

 Você é de Pernambuco? Há quanto mora nos Estados Unidos?

Sou de Pernambuco, da praia do Jangá (risos). Hoje moro no sul dos Estados Unidos, onde moro há mais de dois anos e meio.

Você fez poucas lutas no Brasil até se mudar para os EUA. Como surgiu essa oportunidade?

Na verdade, eu fiz 11 lutas no Nordeste, em Pernambuco e Rio Grande do Nortte, mas tive problemas com alguns promotores, não me deram as informações adequadas e não pude colocar meu verdadeiro recorde no Sherdog. Na verdade, tenho 14 vitórias e três derrotas. Eu estava me destacando no cenário nordestino e fiz um lutão com o Vitor Pimenta, um excelente atleta, e fui melhor naquele dia. Então, o Mestre Boca me convidou para vir para Miami fazer parte do seu time junto com o preparador físico Eduardo Ferrino. Não pensei duas vezes e vim atrás do meu sonho e de uma estabilidade financeira para a minha família. Deixei minha mulher e dois filhos no Brasil.

Como você faz para ter bons treinos aí?

Onde eu moro não tem uma galera boa de MMA ainda, são mais amadores, então treino com o Samuel Braga. A gente se ajuda, ele dá uma ajustada no meu jogo.Quando fecho as lutas, venho para Nova Jersei treinar na AMA Fight Club. Temos quatro atletas no UFC e excelentes sparrings, Jimmy Miller, Dan Miller, Charles Brenneman, que acabou de assinar, e por aí vai.

Com quais atletas de ponta você já treinou nos EUA?

Treinei com o Alessio Sakara, BJ Penn, Kendall Groove, Nick Diaz, Nate Diaz, Yves Edwards, os irmãos Millers, Hermes França, Adriano Nasal e o Shaolin.

Você tem planos de voltar a morar e treinar no Brasil?

Amo o Brasil, mas os meus planos agora são de morar aqui, pois tenho família e sempre penso primeiro neles. No momento, o melhor é estarmos aqui.

Você ia enfrentar o Takanori Gomi no Affliction, mas o evento acabou cancelado uma semana antes. Você ficou triste com o cancelamento dessa chance contra um cara de nome como o Gomi?

Fiquei muito triste na hora, mas não deixei a peteca cair e coloquei na mão de Deus. Acho que não foi a hora, tudo acontece por uma razão.

Ele estreará na mesma noite que você. Você ainda deseja essa luta?

Eu nunca estou focado em nenhum atleta. Quem o UFC me der eu vou pra guerra (risos).

Em quem você aposta na luta entre o Gomi e o Kenny Florian?

Acho que vai dar Florian… O Gomi não rende quando luta aqui nos Estados Unidos…

Como você analisa essa categoria?

A 155 libras (70kg) é muito dura, pra onde você olhar tem “nego” bom. Tem que estar treinado e melhorando a cada dia para entrar na fila dos tops.

Você acha que o Frankie Edgar, próximo candidato ao título, tem chances contra o BJ? Como será a luta?

Acho o Frank muito sinistro, inclusive já treinei com ele. Acho que ele tem chances, sim, mas acho que vai dar BJ. Ele tem a mão muito pesada, um Wrestling sinistro e um Jiu-Jitsu sem comentários.

Você sonha com uma chance pelo título?

Sonho sim, com certeza, mas minha meta é melhorar como atleta e consolidar meu nome no UFC primeiro. Mas o objetivo é esse, com certeza. Quero subir as escadas degrau por degrau.

Fique à vontade para mandar o seu recado para o pessoal no Brasil…

Quero mandar um abraço para todos os fãs brasileiros que torcem pelo nosso esporte. Um “alô” pra galera de Pernambuco, em especial pra galera do Jangamaica (risos), pra galera que representa a TT NU. Um beijão pras minhas velhinhas (risos), minha mulher e filhos. Sem vocês eu não sou nada.